sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Em 15 Perguntas: ... Pão de Hamburguer

Entre os horários apertados com a reforma da casa e a administração da agenda da banda, Rennan Fróis, baterista do Pão de Hamburguer (foto), conseguiu um tempinho para falar com a Radio Indie. Em dois dias diferentes, durante algumas horas, conversamos sobre a banda que ele tem com o irmão, os primos e um amigo. Em um tom bastante informal e amigável, ele nos contou como a banda se formou, as dificuldades de fazer música no Brasil e, claro, as histórias engraçadas em meio as viagens e os shows. Do começo inesperado, passando pela gravação da primeira música até os shows em outras cidades, Rennan abre as cortinas e nos convida a entrar no mundo do pão (por Bárbara Bigon, especialmente para a Radio Indie).

Bárbara: Vocês, na Pão de Hamburguer, são em cinco, certo? Pode falar um pouco sobre a formação da banda? Como cada um acabou se tornando um membro?

Rennan: No início éramos apenas três, eu (bateria), Leonardo (baixo) e Gabriel (vocal e guitarra). Começamos em 2005, apenas por diversão e para tirar alguns trocados. A mãe do Gabriel trabalhava com animação de festa infantil, então a gente juntou o útil ao agradável e começamos a tocar para um bando de pirralhos. Depois, a coisa foi tomando outro rumo. As composições próprias começaram a surgir. E decidimos optar pelo nome de Pão de Hamburguer. Já como surgiu o nome é uma grande pergunta. Nem a gente lembra direito, só sabemos que Pão é Pão. Ah, o último integrante a entrar na banda foi meu irmão Bruno, que assumiu o baixo. Hoje, nossa formação é Gabriel Fausto (guitarra/vocal), Bruno Fróis (baixo/vocal), Joel Rocha (guitarra), Leonardo Bokermann (guitarra/vocal) e Rennan Fróis (bateria). Sou primo do Gabriel e do Leo, e irmão do Bruno. Tudo entre família.

Bárbara: Nepotismo impera nessas horas. Mas e o Joel, como acabou entrando na banda?

Rennan: (risos) Ele tocava na banda que o Gabriel tinha, o extinto The Black Hat. Agora ele é um Pão de Hamburguer.

Bárbara: Como foi passar de festas de criança para shows com as suas próprias composições? Vocês pensavam quando estavam tocando em festinhas de crianças, que um dia iriam ter suas próprias músicas, que fariam shows e que até ganhariam dinheiro com isso?

Rennan: Isso tudo aconteceu muito no acaso, a gente era uma piazada de merda, tocávamos cover de Mamonas Assassinas, essas coisas. Mas sempre tivemos uma boa escola com meu pai baterista e o pai do Gabriel que também é músico. A coisa foi acontecendo naturalmente. O Gabriel que é um grande compositor e que aos poucos foi nos mostrando músicas de sua autoria, fomos compondo juntos, devagar. Com o tempo, veio o amadurecimento musical. Gravamos de início umas músicas ao vivo, para ver qual seria o retorno. E o pessoal começou a gostar, a cantar, tocar, etc. Depois de algum tempo, em torno de um ano e meio, veio nossa primeira faixa gravada em estúdio, intitulada “Ontem e Hoje”.

Bárbara: E a gravação foi bancada do bolso de vocês?

Rennan: As primeiras faixas ao vivo sim, não tinha muita qualidade, mas dava para ter uma idéia das músicas. Já “Ontem e Hoje” ganhamos de presente da Carol Mira, uma grande amiga da banda que nós amamos.

Bárbara: Vocês sempre divulgaram as músicas pelo MySpace?

Rennan: Sim, o MySpace foi nossa ferramenta desde o princípio, por isso não largamos o osso (risos). Hoje em dia já temos vários sites que usamos como veículo de comunicação: Trama Virtual, Orkut, Fotolog, Twitter, etc.

Bárbara: E qual o retorno que vocês tem do público? Como eles receberam e recebem vocês?

Rennan: Sempre muito bom, os amigos sempre presentes, público fiel e agitado! Lotamos o Teatro Guairinha mês passado em Curitiba, foi lindo de ver.

Bárbara: Como é o relacionamento de vocês com o público? Vocês usam bastante a internet para a divulgação – e tem um bom retorno de público através dela?

Rennan: Cada dia melhora um pouco, hoje já temos um certo reconhecimento em Curitiba e em alguns cidades do Brasil, a internet ajuda muito, tanto para marcar shows quanto para conhecer novos fãs (risos). O pessoal tem recebido muito bem nosso som. É muito satisfatório para nós ouvirmos tanta gente falando que adora as músicas, os shows.

Bárbara: Você fala em algumas cidades do Brasil, além de Curitiba, onde mais já fizeram shows? E como foi a recepção do público nesses lugares?

Rennan: Joinvile (SC), Barra Velha (SC), Paranagua (PR), Cascavel (PR), Foz do Iguaçú (PR). Em Paranaguá, Foz e Cascavel fomos ainda melhor recebidos, parece que as pessoas dão mais importância pra cena independente, fizemos vários amigos e esperamos voltar em breve.

Bárbara: Qual é a influência de vocês como banda, em que grupos vocês se inspiram?

Rennan: As influências podem ir do blues ao rock moderno, dos tropicalistas/psicodélicos aos surrealistas, às vezes todas numa mesma música. O norte da banda está naqueles que possuem um sentimento genuíno e original: Arnaldo Baptista, Charles Bukowski, Neil Young, Blindagem, Rogério Skylab, Pink Floyd, Paulo Leminski, Buñuel, Milton Nascimento, etc.

Bárbara: E nas músicas, o que leva vocês a comporem?

Rennan: Acho que o fato de sempre querer evoluir, criar novos riffs alucinantes (risos), aquela procura da batida perfeita. Ah, acho que a própria rotina faz a gente escrever, procurar algo melhor para o dia-a-dia na música, uma saída (risos).

Bárbara: E como banda qual é a prioridade de vocês? A mensagem que querem passar.

Rennan: Em primeiro lugar se divertir, o resultado são os shows, as boas músicas, o retorno do público. Queremos passar o recado de que o rock ainda existe aqui em Curitiba!

Bárbara: Então simplesmente me conta: como vocês compõem? Qual o processo de criação? Um surge com uma idéia louca e todos ajudam? Ou é um trabalho individual?

Rennan: Nós nos reunimos com alguns pedaços de música, ou na maioria das vezes o Gabriel apresenta alguma coisa e a gente vai fazendo junto. Quando temos tempo, nos reunimos na chácara do meu tio Paulo que fica em Guaraqueçaba (PR) para compor novas músicas. A última viagem que a banda fez foi para Barra Velha (SC), na casa do Joel para novas composições. Mas hoje, a maior parte das músicas novas, são apresentadas por alguém da banda. Acredito que por falta de tempo mesmo.

Bárbara: Em algum desses lugares houve algum episódio engraçado? Ou, sei lá, já viveram a sensação de estar na rua e alguém se aproximar de vocês e declarar que é fã da banda?

Rennan: Sim, aqui em Curitiba quem acompanha a cena sabe quem somos. A última foi uma caixa de supermercado. Estávamos comprando algumas coisas e a garota perguntou se não éramos do Pão de Hamburguer. Foi engraçado.

Bárbara: Qual é a sensação de viajar com a banda, seus amigos, para fazer shows? Tem um pocuo daquele feeling on the road?

Rennan: Com certeza, é super divertido! Não é um mar de rosas porque temos que agilizar tudo: passagem de som, alimentação, onde dormiremos, essas coisas. Agora temos nosso técnico de som, o Carlão. O cara deixa o som redondo e isso facilitar nossa vida.

Bárbara: Por último, ms não menos importante: defina em uma frase o que é para você a banda Pão de Hamburguer?

Rennan: Pão de Hamburguer é vassoro*, rock’n’roll malaco, objetivo de vida, grana no bolso, saúde, sucesso (risos).

* Para aqueles que como eu não sabiam, vassoro é uma gíria de Curitiba que correspondeo ao nosso ‘largado’.

Download ''Ontem e Hoje'' 2009
http://www.megaupload.com/?d=C4UD08UT


Myspace
www.myspace.com/paodehamburguer


Comunidade da banda Pão de Hamburguer no orkut:
http://www.orkut.com/community.aspx?cmm=7061289

Twitter: http://twitter.com/Hamburguerbanda


Telefone para Contato com o Pão de Hamburguer:
Rennan Fróis (41) 96678576

2 comentários:

  1. Vassoroooooooo!! Wohoooooo!!! Um abraço do Bruno do Pão a todos da Radio Indie!!!

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  2. AH!!! Daqui uma semana: EP novo!!!!! Não se esqueçam de conferir em myspace.com/paodehamburguer

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